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QUEM ESCREVEU ESTE
ARTIGO? |
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lilian
REGA Vinte anos e alguns
meses, encantadora de palavras, quando não acaba
ficando encantada com elas. Gosta de filosofia,
fotografia e artes. Estuda Publicidade de manhã e
é fã de carteirinha do Daniel Heldt, da Mônica, do
Guto, da Vanessa, do Biajoni, do Nietzsche, do
Shakespeare e dos Beatles. Não acredita nem em ET
nem em político honesto, mas acha que pra tudo
ainda existe um jeito.
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ANATOMIA DO POETA
2004-10-31 - 21:39:01
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O poeta é um fingidor. Finge tão
completamente Que chega a fingir que é dor A dor
que deveras sente.
(Autopsicografia, Fernando
Pessoa)
Sabe, o poeta é um homem normal mas
não tanto. Digo isso porque a diferença essencial entre
um homem comum e um poeta é a morte. O homem comum morre
simplesmente, sem muito alarde nem legados à
posteridade. O poeta expira através de palavras
inspiradas e elas ficarão flutuando de boca em boca,
ouvido em ouvido, por muitos séculos.
O corpo do
poeta também é diferente. Tem peso inconstante, que
varia conforme o estado de espírito. Tem medida
diferente, porque nela se inclui a métrica das palavras
usadas no simples ato de pensar.
Os braços tem a
medida exata do abraçar sentimentos, as mãos não mais
que o suficiente para tocar o mundo com palavras, os
dedos com a finura daquilo que desconheço. Os pés
raramente tocam o chão, as pernas dão passadas largas
que encurtam ou aumentam o tempo e ultrapassam as
barreiras do passado/presente/futuro.
Os olhos de
ver se escondem por trás de lentes cristalinas que
ocultam um manancial de palavras, e a boca simplesmente
se curva num sorriso quando necessário. Ouvidos que
captam qualquer musicalidade contida no
ambiente.
E de tudo isso, os componentes que o
tornam simplesmente humano ainda se mostram presentes. O
poeta é o homem que ainda não se esqueceu de
sentir.
*Um presente especial ao
poeta-amigo-homem Daniel Heldt que constantemente
nos encanta com sua métrica disciplinada dos hai-kais, por acreditar
em mim, meus sinceros agradecimentos.
Esse texto me apareceu de uma forma fantástica, no meio de um sonho....eu tinha um livro do Daniel nas mãos, e via isso...acordei com a primeira frase feita, e o resto do texto sumiu durante a manhã enquanto eu estava na aula...cheguei em casa e escrevi, sem pensar muito, até que lembrei de tudo...publiquei e eu achei fantástico. E era merecido dedicar até em agradecimento...quem acompanha o Hai Kai sabe que o Daniel sempre surpreende a gente com poemas lindos...inclusive eu aproveito pra reafirmar aqui que ele deveria juntar tudo aquilo que ele já publicou por lá e publicar num livro.
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| por lilian REGA
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